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O SACERDÓCIO DE IFÁ, O SACERDÓCIO DE ORISHÁ: UNIVERSOS ESPIRITUAIS DISTINTOS

 

As razões para esta diferença são óbvias.

Um BABALAWÓ nasce da divindade ODU (responsável pela descida dos Odús à Terra, etc.) através do ventre espiritual do seu OLUWÓ e OJUGBONA (iniciadores).

Um YAWÓ (consagrado em ORISHÁ) nasce do respectivo ORISHÁ ao qual foi iniciado, através do ventre espiritual de seu BABALORISHÁ ou YALORISHÁ.

DA FRUSTRAÇÃO NASCE A INVEJA

Todo covarde é fraco, todo fraco é medroso, todo medroso é frustrado e todo frustrado é pretensioso, todo pretensioso é orgulhoso, que também é ingrato, hipócrita etc….. Simples!

A falta de humildade faz com que os homens se avaliem sem moderação, atribuindo a si mesmos qualidades que não as têm, motivados pela necessidade de fugir dos traumas de infância, amorosos, familiares, profissionais que foram submetidos pela vida, ou por suas imaturidades emocionais.

PREVISÕES DE IFÁ PARA O ANO DE 2016 FAMÍLIA IFÁ NI L’ÓRUN

O Babalawó Fabio Oyekun Berdura atefou os Odús que regerão o ano.

Odú regente: Ofun Funi.

Primeiro testemunho, Ogbe Tumako.

Segundo testemunho Odi Oyekun.

Profecia: Ire Lona Ire Oyale Tessi Lessi Orunmilá.

Onishe Beni.

Adimu: Kaure ati Obi Omi tutu.

Orishás regentes, Babalu Ayé (Obaluayé) e Oyá.

A REAL IMPORTÂNCIA DA INICIAÇÃO EM IFÁ

Uma das coisas que mais nos inquietam é saber qual é o nosso propósito nesse mundo. Qual é a verdadeira razão pela qual estamos nessa vida. Há pessoas que vivem para servir um propósito a longo prazo e outras a curto prazo.

Todos como seres humanos nos convertemos em egoístas sem nos darmos conta. É um comportamento natural. Como seres humanos dizemos, fulano morreu salvando a sicrano. O que não sabemos é qual era o propósito dessa pessoa que perdeu sua vida em prol do outro.

Por fim, o propósito de nossas vidas, ante os olhos do ser humano, é desconhecido.

Só através da iniciação em IFÁ é que podemos saber qual é o propósito e como será a vida que escolhemos viver nessa Terra.

AS ENTIDADES MALÉVOLAS

OLÓFIN criou o Universo no espaço e tempo e junto a ele as leis que manteriam seu equilíbrio. Estabeleceu dois extremos para o cumprimento dessas regras. Num extremo, se encontram as forças nobres, as que lutam pela harmonia e a manutenção da ordem estabelecida. No oposto estão as contrárias.

Permitiu que as forças do bem inclinassem ligeiramente a seu favor a balança, sempre com o perigo de perder a vantagem, já que o mal fica em torno do bem.

IFÁ transmite ao homem sua sabedoria e lhe disse que: todas as entidades e seres da criação podem ser influenciados por uma ou outra força, já que as mais nobres ou generosas têm suas paixões e vinganças e as malvadas podem abrir a trilha da prosperidade e o bem, ou seja, o bem pode fazer o mal e o mal pode fazer o bem. Tudo depende do conhecimento que se tenha dos distintos caminhos e do arbítrio no cumprimento dos ditos de IFÁ.

CALÚNIA, INJÚRIA E DIFAMAÇÃO – FRUTO DA INVEJA SEGUNDO OS ORISHÁS AFRICANOS

Como muitos homens viam que parte de seus desejos não se cumpriam devido a oposição e aos obstáculos próprios em cada caso, se deram conta que tanto pela maior inteligência de uns homens, como pelas melhores condições físicas de outros, estes indivíduos ocupavam uma posição hierárquica no coletivo que os distinguia do restante.

Então surgiu a INVEJA em alguns, como sentimento PERVERSO em suas mentes e se valeram da INJÚRIA para tratar de destruir seus opositores. Muitas vezes usaram o que podiam com tal método, já que a admiração sempre está rodeada com um pouco de CIÚMES, assim como o bem sempre está rodeado de mal.

O PORQUÊ OS AWÓS TÊM A OBRIGAÇÃO DE APRENDER IFÁ

PATAKI

Na terra ABEYAMI vivia um AWÓ LERI IFÁ que não tinha conhecimento de nada de IFÁ, mas sim tinha uma grande ambição por fazer algo.

OBATALÁ lhe havia dado seu ASHÉ, mas sempre o aconselhava para que adquirisse conhecimentos para que um dia ele não perdesse sua sorte e o ASHÉ que ele havia lhe dado.

Muitos ALEYÓS visitavam a casa desse AWÓ, pessoas de distintas partes do território no qual vivia e o AWÓ LERI IFÁ fazia seus trabalhos de acordo com as necessidades de cada um. Porém quando esses ALEYÓS terminavam tudo, iam embora e não voltavam mais e AWÓ LERI IFÁ não se preocupava com eles, porque sempre vinham novos ALEYÓS que sempre traziam ABEYAMI LADÉ IFÁ.

KUANADO

Disse Ifá: “A esperança é alimento da alma”.

Parabéns ao Awó Ni Orunmilá Odi Moni pelo passo dado no culto de Ifá recebendo das mãos de seu Oluwó Siwajú Evandro Otura Aira seu Ogbe Kuanado (direito de atuar como Babalawó).

Que as bênçãos de Orunmilá o alcance.

A trajetória religiosa da formação de um Babalawó em nossa tradição é árdua, mas não poderia ser diferente dado a grandeza e complexidade de Ifá. A formação intelectual, moral, espiritual de um sacerdote depende exclusivamente da base estrutural da tradição religiosa na qual o mesmo está inserido.

Mesmo o homem mais inteligente e espiritualista depende de uma boa formação que consista em desenvolver seu intelecto religioso diante da própria espiritualidade.

IFÁ CONSERVAÇÃO ESCRITA

Todos os sacerdotes de Ifá que chegaram a Ilha de Cuba levaram em seus corações e mentes a sabedoria de Ifá, estabelecendo ali como sua nova terra.

No início da chegada de Ifá na Ilha, estes sacerdotes Nigerianos deram início a disseminação do conhecimento litúrgico e filosófico de Ifá. Bernardo Rojas foi um dos primeiros Babalawós nativos da Ilha que foi consagrado por Adesina (nigeriano) este primeiro esteve ao lado de seu maestro muitos anos até o dia de sua morte aprendendo tudo sobre Ifá.

OLÓFIN UM ASSASSINO? OU UM SALVADOR?

PATAKI:

Havia um tempo em que as aves começaram a levantar calúnia sobre a conduta de OLÓFIN. Diziam que OLÓFIN era um assassino, um desrespeitoso, um imoral, pois sempre realizava sacrifícios.

Então se juntaram todas as aves de rapina, o gavião, o falcão, o abutre, o carcará, a coruja, etc. Fizeram uma reunião para não mais visitarem a OLÓFIN, porque diziam que havia muitos crimes na porta da casa dele, e a porta de sua casa estava sempre suja de sangue.

Todas as aves de rapina foram a uma encruzilhada entregar uma oferenda para ESHÚ e disseram a este que espiasse para ver o que OLÓFIN estava fazendo.

E assim o fez. ESHÚ viu uma poça de sangue atrás da porta. Foi até a esquina e disse a seus amigos o que tinha visto e por este motivo seguiram falando mal da conduta de OLÓFIN.