Arquivos mensais: agosto 2013

A CERIMÔNIA DE NANGAREÓ

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XANGÔ costumava sair a passeio por terras vizinhas, para observar os distintos costumes vivenciados por cada povo e como viviam. Em uma de suas rotas chegou a uma terra que se chamava: ARA-MALE e observou uma grande diferença em sua recepção em relação a outras terras, ao render-lhe MOFORIBALE (Saudação respeitosa digna dos reis e sacerdotes), XANGÔ percebeu em ARA-MALE que seus habitantes realizavam uma cerimônia até o meio do dia, cuja cerimônia consistia em implorar ao sol (OLORUN) ao redor de uma cabaça que em seu interior continha SARAEKO (um espécie de mingau), o que consistia para eles em duas refeições: dejejum e almoço.

Culto a Egun

eulogioAS SOCIEDADES DE CULTO A EGUN

Nas nações que pertenciam ao antigo Império Yorubá, havia sociedades que centravam suas práticas no culto a Egun (morto), de fundamental importância para as religiões procedentes de dita cultura, pois como dizem no sistema religioso Osha-Ifá,”Ikú Lobi Osha” (da morte nasce o Orishá), que podemos traduzir como “o morto pariu o santo”. Para o Yorubá, o conceito da morte é bastante amplo que de outras religiões, para nós o ser humano está formado fundamentalmente por três elementos: Emí (espírito), Orí (alma) e Ará (corpo). O Emí e o Orí convivem dentro de Ará separados; Orí é aquele que tem o aprendizado e a sabedoria de outras encarnações, que se mantém fechado na consciência da pessoa até sua morte. Durante a iniciação religiosa se faz um pequeno corte que representa abrir um pouco o Orí da pessoa a outros conhecimentos, que está sempre em Ará, na religião perto da hipófises.

YEMAYÁ – YEMANJÁ

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Quem é YEMANJÁ?

Filha de OLOKUN, por isso é totalmente relacionada com o mar, foi esposa de OBATALÁ, ORUNMILÁ, AGANJÚ, BABALU AYÉ, ORISHAOKO e em um de seus caminhos também foi esposa de OGUN.

Irmã de OSHÚN, foi a mão da maioria dos ORISHÁS e criou os demais.

YEMANJÁ é a mãe de todos os filhos na Terra e representa o útero em qualquer espécie como fonte de vida, fertilidade e maternidade. IYÁ OMO AIYÉ.

ÒRÚNMÌLÀ

ÒRÚNMÌLÀ

A palavra ORULA é uma derivação de Òrúnmìlà, o nome do profeta conhecedor dos oráculos de Ifá.

“MÃO” é uma referência a um jogo de 16, seguido dos testemunhos sementes de palmeira (Ikin Ifá). Os iniciados devem possuir um jogo dessas sementes chamadas Ikins, enquanto os Babalawós têm dois pares, no mínimo.