Arquivos mensais: agosto 2014

APETEBI NI ORUNMILÁ

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A presença da mulher dentro do Culto de Ifá é sempre frisado como um papel importantíssimo. Para quem está dentro desse processo religioso e o pratica de acordo com a herança afro-cubana, a máxima consagração a que chega a mulher é ser APETEBI NI ORUNMILÁ.

Esta é uma hierarquia que vem dada a mulher, uma vez que recebe o IKOFÁ de ORUNMILÁ das mãos de um BABALAWÓ. Os Babalawós podem entregar a uma mulher a representação de Orunmilá através da cerimônia de Ikofá. O nascimento desse poder se encontra estabelecido no Odú de Ifá ODI MEJI. A partir do momento da entrega do Ikofá, a mulher passa a ser “Esposa” de Orunmilá, ou seja, Apetebi Ni Orunmilá.

O término Apetebi, não possui uma tradução exata, mas historicamente se chamou Apetebi a mulher doente a qual foi curada por Orunmilá e com a qual teve um filho (Obara Ogunda), devido a esta história, sempre se tem traduzido como a Sacerdotisa de Orunmilá. Outros o traduzem como Esposa de Orunmilá. A classe de Apetebi lhe dará uma série de responsabilidades que lhe permitirão ajudar o Babalawó em tudo o que as normas assim permitirem. Diferente do que muitos pensam ou creem, a Apetebi não é unicamente uma mulher que seja esposa de Babalawó e sim TODAS AS MULHERES QUE RECEBEM IKOFÁ DE ORUNMILÁ.

ORUNMILÁ SE ENFERMOU

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Quando Amiugbokun (SHANGÓ) era o Rei de Oyó, havia um bosque cheio de carneiros (Abos) que tinham seu trono em uma árvore que se chamava (Igi Abo) e seu Rei era um carneiro negro como a noite, que se chamava Asusu Masa, este presumia ser feiticeiro e achava que podia mandar todos os Ogu (feitiços) do bosque para destruir a todos os seus inimigos.

Depois de certo tempo, sua fama cruzou com a do Obá de Oyó Amiugbokun e começou a guerrear com este, mas como sabia que o conselheiro deste Obá era um grande adivinho chamado ORUNMILÁ, decidiu com um de seus filhos brancos, mandar algo para acabar com o adivinho.

ORUNMILÁ O BENEVOLENTE

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Certo dia Orunmilá ao passear pelo campo, caiu dentro de um poço sem fundo. Passaram três homens e o escutaram cantar uma melodia, eles olharam o poço e viram que era Orunmilá e disseram: vamos deixá-lo aí, pois aí se morre de fome e não temos quem imponha a lei, mas Orunmilá tinha uma perna de veado em seu saco ou iolongo, do qual começou a comer para amenizar a fome.

Depois de um tempo, passaram três mulheres, o ouviram e decidiram tirá-lo do poço. Uniram suas mantas e não alcançaram para resgatá-lo do poço e então decidiram tirar suas saias. Ao emergir, Orunmilá notou que todas as mulheres choravam…e lhes perguntou por que choravam; uma disse que chorava porque todos os filhos que paria ou dava a luz, morriam; a outra disse que nunca podia dar à luz, apesar de engravidar e a outra comentou que nunca tinha ficado grávida.

IROKO: A GRANDE CEIBA

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IROKO, que da sua altura tudo observa e que em sus galhos poderosos alberga a pássaros de todos os tipos, como a aura tinhosa, sua mensageira, a coruja, que é justa e caridosa com seus filhos, observou que vinha na distância do espaço infinito Yemanjá, mãe universal, envolta no azul e pérolas cristalinas como o mar, quem não corria e sim voava, abraçando extremamente a duas crianças, dois gêmeos: Os Ibejis, filhos amadíssimos de Oshún e Shangó, que estavam sendo procurados por seu pai que iria adverti-los por suas travessuras infantis e por haver escondido seu Oshe na hora de ele ir para a guerra contra seu irmão Ogun.

ORISHÁOKO: O LAVRADOR

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Orishá dono da terra, da agricultura e das colheitas, patrono dos lavradores e agricultores. Obatalá tinha grandes plantações de Inhame, fruto sagrado dos Orishás, com poderes mágicos, que durante a noite falavam com os humanos. Podia também fazer com que as pessoas que o comessem, falassem em sonhos.

Obatalá precisava de alguém que cuidasse dos cultivos, mas esta pessoa devia ser muito discreta, pois isso acontecia com uma fórmula secreta. Como o único que não era festeiro, nem mulherengo era ORISHÁOKO, lavrador conhecido por ser casto e sua responsabilidade, Obatalá lhe pediu que ele se encarregasse das culturas e o ensinou a cuidar delas e depois que começassem a nascer os Inhames, ele baixaria à Terra, sem que ninguém soubesse como e onde se encontrava. Por isso Obatalá o premiou, concedendo-lhe o dom de fazer qualquer coisa germinar.

MAIS UM POUCO SOBRE NANÁ BURUKÚ

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ODÚS EM QUE FALA: Oragun, Ofun Ka, Ika Meji, Okana Fun, Okana Ka

Através desses Odús ela fala e responde. Naná foi um caminho de Yembo (Yemanjá). Ela existe desde a criação do mundo e é conhecida por sua criatividade e poder. Sente um certo incômodo para com Ogun, já que este abusou dela. Ogun não quis agradecê-la pelo bem estar que ela lhe proporcionou, pelo contrário, abusou dela. Para ficar independente dos favores de Ogun, os sacrifícios dos animais que come são feitos com facas de cana brava.

MAIS UM POUCO SOBRE OBATALÁ

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É o Orishá que serve de árbitro nas disputas. OBATALÁ, esta palavra tem sido traduzida como o “Rei da Pureza”. OBA (Rei) TI (de) ALA (forma modificada de “lado”, na linguagem egípcia antiga era o nome dado ao Rio Nilo), OBATALÁ significa, pois, “O REI DO NILO”.

Vestido todo de branco, em sua mão seu “Iruke” branco, na outra a Adaga de Prata, “Deus poderoso de todos os Orishás”. Quando Deus, “Olodumaré”, criou a vida humana na Terra, fez OBATALÁ a sua semelhança e o encarregou de velar pelo Planeta e por suas criaturas.

OBATALÁ tem o poder e o mando suficiente sobre todos os Orishás. OBATALÁ é a cabeça da Religião Tradicional Yorubá. OBATALÁ é o único juiz da religião, pois sua palavra é lei, se encarrega de julgar-nos aqui na Terra.

TRANSFORMAÇÕES DE OLOLODI (OLORODI), IBU ADESA, IBU AKUARO

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Oshún caminhava pelo reino, até que finalmente chegou a beira do rio. Estava finalmente em casa. Ali sentada, vagando em seus pensamentos, viu sua mãe passar com sua corte. Ao final, a corte era o pássaro preferido de Yemanjá, Ajuani (pavão real).

Quando viu Ajuani ela se imaginou com sua linda plumagem colorida e sua longa cauda. Oshún não pode conter-se e começou a segui-lo.

O INIMIGO PSICOLÓGICO

Não considere um inimigo aquele que não tiver a coragem de desafiá-lo de frente, esses são perdedores natos.

Não considere um inimigo aquele que não tiver a coragem de dizer o que pensa na sua frente, pois esses te respeitam, são fracos, estão incertos de suas verdades.

ORUNGAN

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ORUNGAN é o filho de Aganjú e Yembo, irmão de Ajé Shaluga, Oloba Mobosun e de Oshumaré. Nasce no Odú Ofun Meji e daí vem o nome desse Odú onde se chama Oragun em honra a Orungan, pois Orungan é o pai de Ifá, pois quando Orunmilá recebeu o Ashé, este lhe ensinou os segredos da adivinhação para que ele ajudasse a humanidade. É Orishá de Babalawós.

Orungan é o Orishá mais belo da criação, o mais belo da Religião Tradicional Yorubá. Orungan vive na pele das pessoas, pois ele é o dono da pele e da juventude. Tem relação com tudo que está coberto com pele, tanto nos seres humanos, quanto nos animais, etc.