Arquivos mensais: janeiro 2015

NÃO HÁ OXUM SEM OYÁ E NEM OYÁ SEM OXUM

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Na cidade de OSHONGO vivia OXUM, a que era rainha das amazonas e em NIDE vivia OYÁ, sua irmã, dona dos mercados da cidade.

Um dia OXUM viu em seus sonhos que sua irmã se encontrava em apuros e foi consultar ORUNMILÁ que lhe falou sobre traição e lhe mandou fazer pedidos usando ASHÓ (pano) MOSAN, ASHO APERI e outros tantos ingredientes e que se vestisse depois com o ASHÓ (pano) de nove cores e que mandasse OYA sua irmã vestir ASHÓ APERI.

Assim fez OXUM e mandou com GUNUGUN o ASHÓ APERI a sua irmã OYÁ e esta quando o recebeu, se vestiu com o mesmo. Então os habitantes de NIDE se maravilharam ao ver OYÁ vestida com o ASHÓ de OXUM e se confundiram com esta e disseram:

OBATALA SE PERDEU NO BOSQUE

Casinha Branca

OBATALÁ se perdeu no bosque e nesse dia tinha ORUNMILÁ havia feito uma consulta com IFÁ e este recomendou que pintasse sua casa de branco e assim fez ORUNMILÁ, obedecendo IFÁ.

OBATALÁ estava cansado de andar pelo bosque sem rumo certo, pois não encontrava a saída nem via nenhuma pessoa.

YEMANJÁ SARAWAWÁ A MULHER DE OGUN

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PATAKI:

Certa vez YEMANJÁ se dirigiu ao monte para conseguir uns sapotis para OBATALÁ, o qual se ofereceu de buscá-lo em troca do poder de ser Rainha dos Mares.

Mas ELEGUÁ, quando YEMANJÁ foi buscá-los, este se interpôs em seu caminho com o interesse de fazê-la fracassar em sua empresa.

ELEGUÁ para fazer esta operação, se valeu de um esquema semelhante ao utilizado por OGUN quando este fez para ORUNMILÁ. ELEGUÁ encheu de ciladas por onde ia passar YEMANJÁ, mas OGUN que viu o que estava fazendo ELEGUÁ, intervinha em ajuda de YEMANJÁ e as coisas tomavam uma nuance diferente.

ORISHAOKO E O LAVRADOR

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Certa vez havia um lavrador o qual estava passando muito dificuldade para trabalhar a terra e que não conhecia o arado.

Com suas mãos e um pau, semeava e colhia os frutos, os quais eram escassos e apenas dava para ele comer e ao mesmo tempo não podia negociar com sua pequena colheita.

Assim passava-se o tempo e um certo dia passou por ali ORISHAOKO, quem ao vê-lo nesse trabalho tão duro, falou dizendo-lhe:

ALAKASO (ABUTRE) SALVOU ORUNMILÁ

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ORUNMILÁ chegou a uma terra em que os OKUNIS (homens) tinham muitas OBINIS (mulheres), mas ODOKO KOSI OLÉ, ao saber daquilo, de que havia chegado aquele OKUNI em especial, soltou os javalis e cachorros selvagens que haviam naquela terra para que o pegassem.

ORUNMILÁ, vendo-se em apuros, subiu na mata de BAIYAEKÚ e se tapou com as folhas.

OSHÚN ENCONTRA O PERDIDO

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Uma vez, na qual OSHÚN estava passando por muitas dificuldades e por muito que se esforçasse em melhorar de vida, cada dia ficava pior.

Um dia em que ela estava esgotada de tanto caminhar, se sentou aos pés de um caminho pelo qual nesses momentos passava ESHÚ, que ao vê-la, se assombrou do estado em que se encontrava OSHÚN.

Este perguntou porque ela estava assim e ela lhe contou todas as dificuldades que estava passando e ainda os desenganos que havia tido.

ESHÚ se interessou e disse que ia levá-la para a casa de ORUNMILÁ para que este lhe ajudasse, para que desta maneira ela pudesse encontrar o perdido.

INLÉ SALVA DA TRAIÇÃO

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Neste caminho havia um rei o qual tinha muitos inimigos. Este rei era OLÓFIN. Os inimigos estavam conspirando contra ele para destruí-lo.

INLÉ era o filho do rei e este estava acostumado a ir caçar e internar-se na floresta onde se perdia durante muitos dias e não se sabia nada dele. Os inimigos do rei andavam buscando-o para matá-lo.

Nesse dia, INLÉ se encontrava pescando e pegou um peixe de ORO (EYA ORUN) e este tinha grandes segredos. INLÉ depois de encontrar o peixe, decidiu dirigir-se de novo à sua casa e quando estava de regresso, pelo caminho se encontrou com seus inimigos.

A CONFIANÇA NO ORISHÁ

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Havia um cego mendigo que tocava o tambor e cantava ao rei, mas todos os dias ele pedia sua esmola e dizia que enquanto seu OSHA ALAGBATOBI (orishá tutelar) o protegesse, não havia rei que pudesse fazer nada.

Seu inimigo ouviu e contou ao rei. Este mandou buscar o cego e lhe deu para guardar um colar de coral. O cego saiu para sua casa e seu inimigo o seguiu com a intenção de ver onde ele guardaria o colar.

O cego pôs o colar em um lugar onde ele acreditava ser seguro. Seu inimigo pegou o colar e jogou no mar. Poucos dias depois o rei mandou buscar de novo o cego para que ele devolvesse o colar.

ADI E IMÚ OS FILHOS DE YEMANJÁ

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OLÓFIN estava muito bravo por conta das coisas que aconteciam na Terra e retirou seu amparo e proteção aos seres humanos.

As coisas começaram a ficar mal na Terra e todos os ORIXÁS trataram de conquistar a benevolência de OLÓFIN para com os homens, mas todos os sacrifícios e oferendas que faziam, nenhuma delas tinha a virtude de comover OLÓFIN.

YEMANJÁ tinha dois filhos: ADI e IMÚ (os seios de YEMANJÁ) que eram muito queridos por ela e representavam toda sua realização na vida, mas preocupada com o destino que a humanidade, por seu sentimento e instinto natural de MÃE DO MUNDO, ofereceu a OLÓFIN a cabeça de seus filhos em troca de que ele dê-se o perdão aos homens da Terra.

A CASA DE AJALA

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PATAKI:

Na terra de IBITI NI ELE, vivia ORISHEKU o filho de OGUN, ORILOMERE o filho de ORUN e AFAWAKUE o filho de ORUNMILÁ.

Os três eram grandes amigos e decidiram ir à casa de OLODUMARÉ para escolher suas cabeças. Juntos baixaram à Terra e foram ver ODUDUWÁ que era o sábio mais velho da terra EBITI. Ele lhes disse: para conseguir suas cabeças vocês têm de ir à casa de AJALA, pois é ele quem constrói as cabeças com o ASHÉ que lhe deu OLODUMARÉ. Agora, vocês para baixar à Terra têm que guardar uma proibição quando estiverem no caminho da casa de AJALA. No momento seguinte lhes perguntou, se vocês ouvirem a voz de seus pais que os chamam, o que farão? Seguiremos reto para a casa de AJALA a fim de conseguir nossas cabeças e então depois veremos o que queriam nossos pais. Ajoelharam-se e juraram diante ODUDUWÁ que assim o fariam.