OXUM RAINHA DO AMOR

QUEM É OXUM?

OXUM é um OXA e está no grupo dos OXAS de CABEÇA. Representa a intensidade dos sentimentos, a espiritualidade, a sensualidade humana e o que é relativo a ela, a delicadeza, a finura, o amor e a feminilidade. É protetora das gestantes e parturientes; se representa como uma mulher bela, alegre, sorridente, mas interiormente é severa, sofrida e triste. Ela representa o rigor religioso e simboliza o castigo implacável. É a única que chega onde está OLÓFIN para implorar pelos seres da Terra. Na natureza está simbolizada pelos rios. É a primeira APETEBI NI ORUNMILÁ. Está relacionada com as joias, os adornos corporais e o dinheiro.

É a deusa do rio que leva seu nome na Nigéria. Diz-se que viveu em uma caverna que ainda existe em IJEXÁ, na Nigéria, ao norte em direção ao rio Nilo. Foi a segunda esposa de XANGÔ.

Na Nigéria foi adorada em muitas partes, assim como por exemplo na cidade de OSOGBO, por onde passa seu rio, onde tinham a maior quantidade de crentes. O nome OSOGBO provém da união de OXUM e OGBO. Ela salvou esta cidade por isso seu rei a chamou dessa maneira. Seus seguidores levavam oferendas ao rio e ali pediam seus favores.

OXUM é o OXA da água doce. Seu nome provém do Yorùbá OSÚN. Salvou o mundo voando como uma ave de rapina (IBÚ KOLÉ), espécie de abutre. Também falou com OLÓFIN quando OLOKUN mandou o dilúvio. Foi YEMANJÁ quem lhe deu a fortuna da qual sua casa foram as águas doces. Pediu a interversão das mulheres no conselho dos OXAS.

É coroada (feita) como ORIXÁ TUTELAR. Sua cor é o amarelo em todas as suas tonalidades.

Saúda-se YALODÉ YEYÉ KARI! YEYEÓ MORIYEYEÓ!

PATAKINS:

OXUM em seus esforços para ajudar o mundo, perdeu sua fortuna. Logo começou a lavar roupas no rio e as pessoas a pagavam com moedas. Um dia uma moeda caiu na água corrente e a correnteza levou a moeda ao mar. Ela rogou a YEMANJÁ e OLOKUN que lhe devolvessem sua última moeda, porque era tudo o que tinha para comprar comida para seus filhos. Os deuses a quem ela rogou ouviram suas preces e recolheram os grandes oceanos até que OXUM pudesse ver a grande riqueza no fundo dos sete mares. Mas OXUM só recolheu àquela moeda que havia perdido e regressou. Os deuses não entendendo porque ela havia tomado somente aquela moeda e nada mais, disseram:

“Por tua honra e honestidade te damos partes de nossas riquezas e o rio como tua casa, mas nunca mais dê tudo o que tens”.

OXUM salva o mundo.

Quando OLÓFIN criou o mundo, os céus e a terra se comunicavam através da Ceiba Sagrada ARAGBÁ (IROKO). Mas os homens decepcionaram a confiança de OLÓFIN e este separou os céus da terra. Desde o princípio OLÓFIN havia dado ao homem tudo o que necessitavam. Estes não cultivavam nem plantavam nada. Já que os homens começaram a morrer de fome, OXUM se transformou em uma ave de rapina (IBÚ KOLÉ) e tomou uma cesta cheia de pão e ervilha e a levou ao céu. Ali encontrou OLÓFIN faminto e o alimentou. Agradecido pela comida OLÓFIN perguntou a OXUM o que ela queria em troca disso e então ela intercedeu por toda raça humana. OLÓFIN respondeu que não podia fazer nada por aqueles que o decepcionaram, mas em agradecimento pela comida, sinalizou que entre a metade do céu e a terra vivia um homem chamado ORIXAOKO, quem cultivava e guardava sua colheita. OXUM chegou até onde vivia ORIXAOKO e tomou tudo o que pode do que ele havia oferecido proveniente de suas colheitas de cem anos. Ela regressou à terra e alimentou o mundo. Por este ato de generosidade foi coroada rainha.

Iboru Iboya Ibosheshe!

Ifá Ni L’Órun
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