ORISHÁOKO: O LAVRADOR

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Orishá dono da terra, da agricultura e das colheitas, patrono dos lavradores e agricultores. Obatalá tinha grandes plantações de Inhame, fruto sagrado dos Orishás, com poderes mágicos, que durante a noite falavam com os humanos. Podia também fazer com que as pessoas que o comessem, falassem em sonhos.

Obatalá precisava de alguém que cuidasse dos cultivos, mas esta pessoa devia ser muito discreta, pois isso acontecia com uma fórmula secreta. Como o único que não era festeiro, nem mulherengo era ORISHÁOKO, lavrador conhecido por ser casto e sua responsabilidade, Obatalá lhe pediu que ele se encarregasse das culturas e o ensinou a cuidar delas e depois que começassem a nascer os Inhames, ele baixaria à Terra, sem que ninguém soubesse como e onde se encontrava. Por isso Obatalá o premiou, concedendo-lhe o dom de fazer qualquer coisa germinar.

ORISHÁOKO é considerado árbitro nas disputas dos Orishás, sobretudo aquelas que acontecem entre as mulheres.

No jure dos Orishás é o juiz.

É muito trabalhador e casto. Este Orishá assegura a prosperidade da terra e as abelhas são suas mensageiras. As abelhas são o símbolo do caráter de seus filhos, que são trabalhadores e organizados e se assemelham a estas ao eleger as pessoas que os rodeiam. As abelhas também são o símbolo da sabedoria e organização. As mulheres estéreis também recorrem a este Orishá para encontrar a fertilidade.

ORISHÁOKO, junto a Oké e a Ogué, formam a trindade responsável pelas colheitas, pelas chuvas e pelo fogo interior que faz parir a terra e o espírito que é responsável pela matéria humana após o desencarne, que lhe são entregues por Yewá, Oyá e Babalu Ayé.

ORISHÁOKO, em um caminho foi marido de OLOKUN e sempre estão unidos e em harmonia.

Ela é o mar e ele a terra. Eles se separaram e ela se retirou ao fundo do mar, porque ele contou que ela era andrógina.

Ele é o Orishá mais poderoso e mais venerado no Panteon Yorubá. Representa a metade da criação, a terra. Olokun a outra metade, a água.

Este Orishá tem duas caras. Durante o dia é um homem charmoso e varonil, enquanto que durante a noite é o contrário do dia, representando o pós vida.

Este Orishá fala só através de Yemanjá e todo olosha deve tê-lo ou recebê-lo com Itá, porque ele representa a terra que pisamos, nela vivemos e algum dia regressaremos a ela. Ao recebê-lo nos dá firmeza na vida.

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Yemanjá e ORISHÁOKO são OKANANI, ou seja, tem o mesmo coração, não podem existir um sem o outro. Seu número é 7, o que significa que é céu, água, mar e terra. Tudo na Terra está relacionado com ORISHÁOKO. O que vive, morre e é ele quem possui o mistério da vida e da morte. Seu Ilé é um prato raso de barro plano acompanhado de uma panela pequena de barro com tampa, uma telha e um arado, dois otás negros que simbolizam o espírito imutável do Orishá.

Uma mão de búzios, que é a boca por onde se comunica o Orishá. O arado e os outros atributos simbolizam o trabalho criador da Terra, para poder colher as recompensas da vida, a qual deve arar, semear e regar para ter firmeza na terra. Sete caracóis cobo, pintados com as cores do arco-íris.

A prato raso se enche de terra arada onde vive ORISHÁOKO. É importante dizer que esse Orishá vive no quintal, pátio ou jardim, onde se possa atendê-lo dando-lhe de comer e semeando tudo o que possa ao seu redor.

Os caracóis cobo vão dentro da panelinha de barro, que estará colocada no prato raso de barro, junto com dois cocos secos, que foram completamente limpos e pintados com faixas vermelhas e brancas, dividindo o coco em quatro, começando com a cor branca. A telha se pinta de branco, com sete faixas vermelhas. Um asheré ou guiro, que se utiliza para chamá-lo, também pintado de branco com sete faixas vermelhas. Também se pode acrescentar qualquer utensílio de lavoura. Seus Elekes (contas) são confeccionados com sete contas rosa lilás, um ônix ou gloria negra e sete azuis turquesa.

Não incorpora e por isso quem fala por ele é Yemanjá. Os animais que lhe são oferecidos são: pombos, galos e cabritos. Sua festa se celebra em 2 de março. Como oferenda se dá de comer à terra com grãos de diferentes classes, cebolas, alhos e legumes; frutas, pães, sucos, vinhos, cervejas, doces, galos e tudo que venha da terra.

 

Ifá Ni L’Órun

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