ORUNMILÁ O BENEVOLENTE

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Certo dia Orunmilá ao passear pelo campo, caiu dentro de um poço sem fundo. Passaram três homens e o escutaram cantar uma melodia, eles olharam o poço e viram que era Orunmilá e disseram: vamos deixá-lo aí, pois aí se morre de fome e não temos quem imponha a lei, mas Orunmilá tinha uma perna de veado em seu saco ou iolongo, do qual começou a comer para amenizar a fome.

Depois de um tempo, passaram três mulheres, o ouviram e decidiram tirá-lo do poço. Uniram suas mantas e não alcançaram para resgatá-lo do poço e então decidiram tirar suas saias. Ao emergir, Orunmilá notou que todas as mulheres choravam…e lhes perguntou por que choravam; uma disse que chorava porque todos os filhos que paria ou dava a luz, morriam; a outra disse que nunca podia dar à luz, apesar de engravidar e a outra comentou que nunca tinha ficado grávida.

Orunmilá disse: A partir de hoje tudo mudará, e então dormiu com todas as mulheres. Todas ficaram grávidas e todas deram a luz a seus filhos e todos viveram.

Passados alguns anos, tomaram uma donzela para sacrificá-la aos Deuses (nessa época ainda se sacrificavam humanos para os Deuses). Orunmilá ouviu uma melodia que entonava quando estava no poço de uma das donzelas que estavam presas para o sacrifício e lhe perguntou onde ela tinha aprendido isso e ela lhe disse que sua mãe cantava sempre que a penteava e que a mãe havia aprendido com Orunmilá, quando este estava preso em um poço.

Orunmilá perguntou o nome de sua mãe e a donzela respondeu que era Oshún e Orunmilá se lembrou que tinha estado com essa bendita mulher, portanto a donzela era sua filha e este para salvá-la decretou a eliminação do sacrifício humano na Terra e desde então, não há mais sacrifícios humanos, salvando assim Orunmilá a sua filha da morte.

 

Ifá Ni L’Órun

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