OGUN E OYÁ

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OGUN estava quase abatendo uma caça de um imponente Búfalo e de repente percebe que a pele do animal se abriu e de dentro saiu a bela OYÁ! Linda, ricamente vestida e cheia de ornamentos que valorizam sua beleza e sensualidade. Ela dobrou a pele de Búfalo e a escondeu em um formigueiro e se dirigiu para a cidade.

OGUN a seguiu e completamente dominado pela beleza de OYÁ, lhe propõe casamento, o que não foi aceito por OYÁ.

OGUN então voltou aonde a viu pela primeira vez sem se render e pegou a pele do esconderijo e a guardou para si, voltando à cidade.

OGUN estava decidido a ter OYÁ ao seu lado, custasse o que custasse e não se daria por vencido.

Quando OYÁ descobriu o roubo da pele, voltou à cidade e encontrou OGUN que a estava esperando. Ela o acusou, exigiu o que era seu e OGUN nada disse, fingiu não entender nada. OYÁ percebeu que teria que render-se e aceitar a proposta de OGUN que não se rendeu na sua primeira rejeição e se quisesse ter os seus pertences de volta, teria que se render.

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Mas OYÁ lhe impôs condições – Ninguém nunca poderia saber o segredo que ela tinha e que compartilhou somente com ele. OGUN jamais deveria revelar a ninguém, nem ao menos comentar nada a ninguém. OGUN aceitou as condições e então se casaram.

Mas OGUN não estava sozinho e desagradou a suas outras mulheres que passaram a sentir ciúmes da bela OYÁ. Ambos foram um casal guerreiro, de grande caráter, os dois orgulhosos, impetuosos, mas com um amor tão grande que OYÁ lhe deu nove filhos.

OYÁ, ainda sendo a preferida de OGUN, fez com que as demais mulheres resolvessem tomar uma atitude. Elas embriagaram OGUN com vinho de palma.

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Uma vez OGUN embriagado, elas conseguiram que ele lhes contasse o segredo de OYÁ. Elas então a acusaram de ser um animal e até disseram a ela onde estavam sua pele, chifres e cascos.

OYÁ fingiu que não era com ela. Mas quando ficou sozinha, correu até o lugar indicado e encontrou seus pertences. OYÁ se vestiu e retornou com a força do animal. OYÁ com raiva atacou as outras mulheres e as aniquilou. Decepcionada pela traição de OGUN e por sua falta de palavra, chorando em segredo de raiva, decepção e amor, pretendia voltar para a floresta, mas seus filhos a chamaram de volta.

OYÁ então tomou seus chifres e os deu aos seus filhos, dizendo-lhes que se algum dia, dela eles precisarem, que os golpeasse um com o outro e ela surgiria dos ventos para defendê-los. OGUN jamais pode se perdoar de ter falado o segredo de OYÁ e lamentou sua perda.

O Pataki conta que com os anos, nenhum dos dois puderam perder o orgulho ante o amor que sentiam e que sempre se amaram, sem que cada parte soubesse.

 

Ifá Ni L’Órun

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