IFÁ NI L’ÓRUN É JE SUIS CHARLIE

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A Família IFÁ NI L’ÓRUN repudia mais uma vez um ato de violência contra a liberdade de expressão, contra a quem pensa diferente de determinados religiosos.

Incrível o poder que o ódio tem tido nos últimos tempos. Além da intolerância religiosa, a falta de humanidade, de amor nos levou a perda de jornalistas livres, espirituosos, alegres, cômicos e por que não dizer críticos.

Há tempos o jornalismo tem perdido no mundo a liberdade de expressão e vive com o medo do que vai dizer, pois pode ser mal interpretado e pagar com sua própria vida a sua atitude.

No caso repugnante do ataque dos Islâmicos ao Jornal Satírico Charlie Hebdo na Franca, a falta de humanidade foi tão grande que ao matarem pessoas inocentes, dentre elas, mataram um irmão do Islã, um irmão de sua própria religião. O policial executado brutalmente em frente ao jornal era muçulmano.

Lamentável que o ódio cegou a quem atacou o outro por pensar diferente, por dizer o que pensa, por não aceitar determinadas coisas radicais, no caso da religião islâmica.

Desde quando a escravidão chegou na África, com o tráfico dos escravos e com a perda de poder, cultura, religião e atitudes daqueles povos, o ISLÃ chegou por lá e até hoje determina o que deve ou não acontecer, o que devem ou não fazer. Há tempos o Islã tem matado em nome da religião, em nome de Alah ou do profeta Mohamed (Maomé). Pessoas são queimadas quase que diariamente por serem de religiões diferente, por pensarem diferente do que pensa o Islã.

Mortes na África, mortes no Oriente Médio, mortes na Europa, mortes no Mundo. A intolerância pode ser perigosa e devastadora com a atitude de pessoas radicais dentro de uma determinada religião a fim de exterminar o que há no pensamento do outro, consecutivamente: o extermínio do outro.

O fato acontecido na França traz à tona não só um mal entendido de uma simples charge crítica do jornalista em questão, mas sim um preconceito, a falta de aceitar o outro como ele é, respeito pela fé alheia.

Esse tipo de atitude é uma violência que decide exterminar aquele que não acredita naquilo que eu acredito.

Em contrapartida, não podemos atacar todos os muçulmanos em geral e assim criar uma situação de repugnância em relação aos islâmicos que vivem na Europa. O que aconteceu foi provocado por um determinado grupo de Islamismo radical. Não se pode negar que foi algo isolado dentro da religião.

JE SUIS CHARLIE não só é um rastag que todos apoiam e repudiam o que aconteceu em Paris, mas sim, uma maneira de pedir socorro ao mundo, por simplesmente pensarmos diferente, por simplesmente não levarmos tão ao pé da letra uma charge cômica, uma crítica cômica em relação ao que acreditamos, por pedirmos que a vida tenha mais valor, que a vida não seja tão banal ao ponto de nos matarmos por ideias, ideais ou religiões diferentes.

O “choque de civilizações”, tantas vezes dito e tantas vezes negado, lamentavelmente está aí para todos verem, e suas consequências só podem ser muito, muito ruins, ou péssimas.

Ifá Ni L’Órun é hoje JE SUIS CHARLIE e pede liberdade de expressão, de culto, liberdade de amor, liberdade para vivermos num mundo com mais paz e compreensão, liberdade para acreditarmos e vivermos a religião que acreditamos e que uma simples brincadeira, seja levada na “esportiva” e não se torne algo trágico e fatal.

Ifá Ni L’Órun

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