NÃO SE SOBREPÕE A VONTADE DE OLÓFIN

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Havia uma mulher que não tinha com o que distrair os seus dias e uma certa vez pediu a ORUNMILÁ que ele fizesse algo para que ela tivesse um filho.

ORUNMILÁ lhe consultou com IFÁ e aconselhou que ela fosse à Casa de OBATALÁ e de YEMANJÁ.

Quando a mulher chegou no alto da colina para falar com OBATALÁ, este depois de ouvi-la lhe respondeu: “Isso que você deseja pode lhe trazer maus resultados, pois não podes ter esse filho, porque o espírito que vai reencarnar é o de uma ETÚ (galinha d’angola) e por isso vai ser muito tolo e arteiro”.

Ela respondeu: “Babá, mas é o que eu quero para me que meus dias sejam mais felizes e agradáveis”. OBATALÁ então lhe respondeu: “Está bem, TO IBAN ESHU.

Em poucos dias ao compreender a mulher que já estava em estado de gestação, considerou que não lhe fazia falta ir até a Casa de YEMANJÁ.

A mulher então dentro de pouco tempo teve o seu filho e quando este aprendeu a caminhar, começou a pegar paus, facões, facas, etc, mas quando o pai estava na casa, o filho se tranquilizava porque o pai não lhe permitia fazer essas artes.

Quando pai não estava em casa, se tornava um grande tolo arteiro em extremo e fazia tudo o que lhe vinha na cabeça. Nesses momentos a casa era um verdadeiro inferno.

Como a mãe nunca o contradizia, deixando-lhe fazer tudo o que o menino desejava realizar, quando este não teve mais nada que destruir, pegou um facão e a golpeou.

E assim se perdeu aquela mulher por ter sido caprichosa e desobediente.

 

Ifá Ni L’Órun

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