OBATALÁ

OBATALÁ

Na religião Yorubá, onde os Deuses recebem do nome de Orishás, Obatalá é a divindade criadora da Terra e do homem. Dono das cabeças, sonhos e pensamentos dos homens. Tem dois aspectos, o feminino e o masculino. Filho de Olófin e Olodumaré, sua missão é fazer o bem.

Em Obatalá nasce a luz e a escuridão, a vida e a morte, o bom e o mau. Seus pensamentos são calmos e profundos, a imortalidade é sua residência. É amante da paz e harmonia. Os outros orishás lhe respeitam por sua retidão e autoridade. Muitos lhe solicitam como advogado. Deus da criatividade é o mais sábio de todos os orishás. Intocável em sua pureza.

Sua cor é o branco, representa a verdade, a sabedoria e a justiça. Obatalá é o rei do mundo, cabeça principal dos orishás, reto e justiceiro.

Obatalá é o pai bondoso de todos os orishás e da humanidade. Ele é também o dono de todas as cabeças e mentes. Ainda que fosse Olodumaré quem criou o Universo, Obatalá foi o criador do mundo e da humanidade. Obatalá é a fonte de tudo o que é puro, sábio, aprazível e compassivo. Ao mesmo tempo em que ele tem o aspecto guerreiro, através do qual impõe justiça nesse mundo. Sua cor é o branco, o qual às vezes se realça com vermelho, roxo ou outras cores para diferenciar seus diferentes caminhos.

Branco é a cor mais apropriada para Obatalá, pois ainda que contenha todas as cores do arco-íris, está por cima delas. Obatalá é também o único Orishá que tem caminhos masculinos e femininos. Orishá maior. Criador da terra e escultor do ser humano. É a divindade pura por excelência, dono de todo o branco, da cabeça, dos pensamentos e dos sonhos. Filho de Olófin e Olodumaré. Foi mandado à Terra por Olófin para fazer o bem entre os homens e para governar como rei do planeta. É misericordioso e amante da paz e da harmonia, rege a boa conduta e é capaz de apaziguar seus filhos Shangó e Ogun Arere. Todos o buscam como bom advogado. Não admite que ninguém se desnude em sua presença ou se pronunciem frases duras e injuriosas. Seus filhos devem ser muito respeitosos. Tem 24 vicissitudes ou caminhos. Seus filhos são pessoas de férrea vontade, dignas, tranquilas e dignas de confiança, jamais se lamentam dos resultados de suas próprias decisões, muito dados as Letras. É também dono da prata e de todos os metais brancos. Suas roupas e colares também são brancos.

O castelo que lhe pertence tem 16 janelas. Seus sacerdotes se chamam por Oshabi. O receptáculo é uma sopeira com quatro otás (pedras) chamados oke (de uma colina) com colares de contas brancas. Suas pedras não admitem o sol, o ar livre e o sereno.

Seus atributos é ser dono da prata e dos metais brancos. Tem uma cora com 16 penas de papagaio (ainda que atualmente se usem 4). Leva sol, uma lua, 6 ponteiros, que também pode ser dois, quatro, oito ou dezesseis. Tem uma serpente. Uma mão de prata que impõe um cetro (Poayé). Dois ovos de marfim. Oito ou Dezesseis Okotós (lesmas). Manteiga de cacau, Efun e algodão. Pertence-lhe o pandeiro. Leva uma bandeira branca. Dono de Iroko (A árvore Ceiba). Seu velo é o algodão e seu ramo deverá estar na esteira para o Kari Osha de seu Iyawó. Tem agogô de prata. As ferramentas são o Opá que é o bastão de comando, manilla, sol, lua, serpente. Poayé ou Opayé: Cetro, Iruke de cor branca.

O colar é branco e se coloca contas de cor típicas, de acordo com cada caminho, como, por exemplo, os colares de Ayáguna, Oshagriñán, Oshalufón, que se colocam contas vermelhas a cada 24 brancas e admitem caracóis (búzios). Na de Oba Moró, o coral ou a conta vermelha se substituí por uma de cor roxa. No colar de Oshanlá, as contas são de marfim ou nácar e cada 16 contas.

Como é de todos os Obatalá, levam quatro de cor cacau. Somente por a Aguema se combinam contas brancas com verdes. Sempre veste branco. Em seus caminhos guerreiros leva uma faixa vermelha cruzada ao peito. Como Oba Moró, às vezes lhe vestem de roxo.

As aflições a que ele protege são a cegueira, paralisia e demência. Os animais são a cabra, pombo, guinea, e galinha branca. As proibições são as bebidas alcoólicas, caranguejo e feijão branco e vagem. As comidas são arroz branco, torre de suspiros, creme de leite sobre pratos brancos, arroz com leite em pó em 8 pratos brancos, arroz com leite sem sal e manteiga de cacau, abóboras brancas, etc. Milho, arroz, alpiste e outro grãos. Lesmas e caracóis. Bola de Inhame chinês e Acará. Bolas de manteiga de cacau e Efun. Em geral, qualquer comida branca e sem sal. Flor de algodão, Inhame e sapotis. Nas danças desse santo os participantes imitam os movimentos suaves de um ancião, de um cavaleiro que brande uma espada, sacodem o rabo de cavalo branco (Iruke) para limpar os caminhos.

Ifá Ni L’Órun

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